quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Entediado

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Isto é que vai aqui um tédio. Tenho percebido que, tendo em conta as outras paginas que sigo no facebook, a minha é super desinteressante e vazia.
Ora vejamos porquê:
Não partilho daquelas imagens com frases de duplo sentido que outras fazem.

Não partilho também daquelas frases feitas que toda a gente gosta de ouvir naqueles momentos chave da vida, quando estas mais em baixo ou até mais em cima (ahahah). (Pessoalmente esse tipo de 'frasezinha' partilhada só porque sim por quem não as entende e quer dar a conhecer aos outros que leu, Sócrates, Aristóteles, Shakespeare, ou Einstein, dá-me uma certa vontade de fazer perguntas. Mas adiante...já me estou a desviar.)

Não vejo a casa dos segredos por isso não posso opinar sobre esse vazio de conteúdo.

Não tenho namorada com quem partilhar uns zun zuns e fazer muito mel logo também não a posso trair para apimentar a minha pagina do facebook.

Não sou obcecado por fotografias por isso não as adiciono cada vez que me sentar na retrete. As poucas fotografias que tenho são com amigos.

Não peço "gostos". Mas posso aproveitar para pedir um euro a quem gostar do pouco que publico.

Começo a chegar a conclusão que a minha vida social está muito vazia. Talvez devesse por era mesmo uma foto minha na casa de banho como sugeri antes. O meu facebook podia não ficar bonito mas com certeza que ganharia um aroma diferente.

R.M.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Viver é ter facebook

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Não 'postas' as fotos das tuas noitadas com amigos, não tens provas (no facebook) das tuas ferias com os teus amigos que foram brutais, tens apenas meia dúzia de "gostos" no teu ultimo post do facebook??

Então a tua vida...não é vida alguma!

Sais-te de casa e estiveste nos copos nas ultimas 18 horas e tiveste uma noite cheia de aventuras? De repente pegaste na tenda e foste passar um fim de semana com alguns amigos a um qualquer sitio só porque te deu na telha?...aconteceu-te uma daquelas coisas que não acontece a ninguém?


Então tens de por algo no facebook.. Caso contrario ninguém acredita.
Se estas a contar de fazer tudo o que disse e não meter nada no facebook então mais vale ficar em casa, arranjar umas fotos super antigas e ainda assim ser super fixe perante a tua comunidade.



Ir ter com os amigos e beber um copo para falar das ultimas ferias cara a cara já era. Se não tens um post no facebook a falar dessas mesma ferias então...essas ferias simplesmente não aconteceram!!

Socializar não é ir ter com o/a desconhecido/a para conhecer essa pessoa,beber um copo e talvez dançar um pouco. Socializar é CLICAR no botão "adicionar amigo/a", CLICAR no "gosto" e COMENTAR algumas fotografias. Isto sim é viver.

Já não me lembro como era a minha vida antes do facebook...acho que nem vivia como deve ser.
Não sei o que faria sem facebook!! 

R.M.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Tristeza

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Porque é que ficamos tristes? Quem tiver lido alguns livros, escritos por pessoas inteligentes desde o princípio dos tempos, sabe que a vida é sempre triste. Vivemos muito sujeitos ao tempo, à nossa condição e ao meio de uma tal maneira que quase nada fica para fazer como queríamos.
Sobre nós o que manda é a saúde e o dinheiro. Temos o sítio onde nascemos, o sangue que herdámos, os hábitos que aprendemos, a raça, a idade que temos, o feitio, a disposição, a cara e o corpo com que nascemos, as verdades que achamos.
Estas coisas mandam tanto em nós que ficamos com pouco mais do que a vontade. A vontade e um coração acordado e estúpido, que pede como se pudéssemos tudo. Um coração cego e estúpido, que não vê que não podemos quase coisa nenhuma.
 Aí está a razão da tristeza. Cada um de nós tem o corpo de um Homem e o coração de um Deus. E na diferença entre aquilo que sentimos e aquilo que acontece, entre o que o coração pede e a vida não pode, que muito cedo encontramos o hábito da tristeza. Habituamo-nos a amar sem nos sentirmos amados e a esse sentimento passamos a chamar amor.
 No mundo das ausências, onde a tristeza vem de sabermos muito bem o que nos falta, a nós e àqueles que nos rodeiam, a bondade, que nos torna vulneráveis aos sofrimentos daqueles que nos acompanham e nos faz sofrer duas vezes mais do que se estivéssemos sozinhos.

A tristeza é o preço que pagamos por não sermos amargos. É graças à bondade que estamos tristes acompanhados.

R.M.

quinta-feira, 23 de maio de 2013


...é a primeira vez, em 23 anos, que me apetece apanhar um autocarro para  o Turcomenistão e voltar só quando me pedirem muito.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Paciência

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Desde há muito tempo que me acusam de ter uma paciência quase infinita, de ter muito controlo. Felizmente não há pena para tal acusação. Ou pelo menos era o que eu pensava... 
Quem tem imensa paciência não sabe o que fazer quando ela finalmente acaba, e é essa a pena que enfrento.
O Budismo Tibetano identifica 3 tipos de paciência:
1. Não me aborreço com os prejuízos infligidos pelas outras pessoas, isto é, não me incomoda quando intencionalmente sou provocado ou ferido.
2. Aceito voluntariamente o sofrimento para mim. Se alguém demonstra ter raiva, não respondo com raiva. Se alguém me magoa ou insulta, não contesto, e compreendo que a outra pessoa não teve controle sobre as suas emoções.
3. Suporto os meus próprios sofrimentos e que acompanham sempre o meu desenvolvimento espiritual.

Enfrentei recentemente um caso particular do primeiro tipo que mencionei e seja por obra do destino ou trapaça do Karma apeteceu-me reagir de maneira diferente. Apeteceu-me tirar as pilhas do relógio, atar um balão a cada ombro e assim resolvia um problema de espaço e de peso cá pela terra.
Enfim, umas horas de reconsideração e uma fuga para um ambiente mais calmo fizeram-me cair de novo nas boas graças da paciência. Vamos ver se dura.

Haja muita paciência.
R.M.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Leap of Dreams

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Hoje de manha acordei, estava escuro no quarto então abri a persiana. Mas quando olhei para a rua vi árvores e terras cultivadas invés de prédios e carros na rua. Afinal estava na minha pequena terra e não em Coimbra. A minha mãe entra no quarto e perguntei-lhe porque estava ali. A resposta dela foi tão forte que desmaiei.
Acordei, olhei para o relógio mas ainda tinha mais alguns minutos antes de me levantar então fechei os olhos e adormeci.
Acordei de novo, ainda hoje de manha, já não estava escuro no quarto. Olhei pela janela e vi prédios e carros a passar, um rapaz de skate na rampa, nada de novo, estava em Coimbra. Entra a minha mãe no quarto e desta vez perguntei-lhe porque estava ali, é que há alguns segundos estava noutro sitio. Ela não me respondeu e eu, ainda zonzo do desmaio, dei com a mão na cabeceira da cama para ver se acordava daquilo que só podia ser um sonho. A minha mãe disse-me porque razão estava ali. Desmaiei de novo. 
Acordei, estava escuro no quarto então abri a persiana. Estava em Coimbra.  Preparei-me para o meu dia e fui para as aulas. Ainda não voltei a adormecer. Não me lembro ao certo do que me foi dito de ambas as vezes, só me lembro que me provocou um medo cá dentro que não aguentei.
Agora não sei se será este o sonho ou a realidade nem o que me foi dito.

Bons sonhos.
R.M.

ilusão ou realidade?

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Muitas vezes as pessoas, enquanto têm uma ilusão receptiva ou uma alucinação, não têm consciência desse fato e julgam que se trata de percepções verídicas.
Então como podemos garantir a veracidade das nossas percepções? Como podemos garantir que não estamos a alucinar neste preciso momento?

R.M.