terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Tristeza

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Porque é que ficamos tristes? Quem tiver lido alguns livros, escritos por pessoas inteligentes desde o princípio dos tempos, sabe que a vida é sempre triste. Vivemos muito sujeitos ao tempo, à nossa condição e ao meio de uma tal maneira que quase nada fica para fazer como queríamos.
Sobre nós o que manda é a saúde e o dinheiro. Temos o sítio onde nascemos, o sangue que herdámos, os hábitos que aprendemos, a raça, a idade que temos, o feitio, a disposição, a cara e o corpo com que nascemos, as verdades que achamos.
Estas coisas mandam tanto em nós que ficamos com pouco mais do que a vontade. A vontade e um coração acordado e estúpido, que pede como se pudéssemos tudo. Um coração cego e estúpido, que não vê que não podemos quase coisa nenhuma.
 Aí está a razão da tristeza. Cada um de nós tem o corpo de um Homem e o coração de um Deus. E na diferença entre aquilo que sentimos e aquilo que acontece, entre o que o coração pede e a vida não pode, que muito cedo encontramos o hábito da tristeza. Habituamo-nos a amar sem nos sentirmos amados e a esse sentimento passamos a chamar amor.
 No mundo das ausências, onde a tristeza vem de sabermos muito bem o que nos falta, a nós e àqueles que nos rodeiam, a bondade, que nos torna vulneráveis aos sofrimentos daqueles que nos acompanham e nos faz sofrer duas vezes mais do que se estivéssemos sozinhos.

A tristeza é o preço que pagamos por não sermos amargos. É graças à bondade que estamos tristes acompanhados.

R.M.

quinta-feira, 23 de maio de 2013


...é a primeira vez, em 23 anos, que me apetece apanhar um autocarro para  o Turcomenistão e voltar só quando me pedirem muito.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Paciência

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Desde há muito tempo que me acusam de ter uma paciência quase infinita, de ter muito controlo. Felizmente não há pena para tal acusação. Ou pelo menos era o que eu pensava... 
Quem tem imensa paciência não sabe o que fazer quando ela finalmente acaba, e é essa a pena que enfrento.
O Budismo Tibetano identifica 3 tipos de paciência:
1. Não me aborreço com os prejuízos infligidos pelas outras pessoas, isto é, não me incomoda quando intencionalmente sou provocado ou ferido.
2. Aceito voluntariamente o sofrimento para mim. Se alguém demonstra ter raiva, não respondo com raiva. Se alguém me magoa ou insulta, não contesto, e compreendo que a outra pessoa não teve controle sobre as suas emoções.
3. Suporto os meus próprios sofrimentos e que acompanham sempre o meu desenvolvimento espiritual.

Enfrentei recentemente um caso particular do primeiro tipo que mencionei e seja por obra do destino ou trapaça do Karma apeteceu-me reagir de maneira diferente. Apeteceu-me tirar as pilhas do relógio, atar um balão a cada ombro e assim resolvia um problema de espaço e de peso cá pela terra.
Enfim, umas horas de reconsideração e uma fuga para um ambiente mais calmo fizeram-me cair de novo nas boas graças da paciência. Vamos ver se dura.

Haja muita paciência.
R.M.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Leap of Dreams

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Hoje de manha acordei, estava escuro no quarto então abri a persiana. Mas quando olhei para a rua vi árvores e terras cultivadas invés de prédios e carros na rua. Afinal estava na minha pequena terra e não em Coimbra. A minha mãe entra no quarto e perguntei-lhe porque estava ali. A resposta dela foi tão forte que desmaiei.
Acordei, olhei para o relógio mas ainda tinha mais alguns minutos antes de me levantar então fechei os olhos e adormeci.
Acordei de novo, ainda hoje de manha, já não estava escuro no quarto. Olhei pela janela e vi prédios e carros a passar, um rapaz de skate na rampa, nada de novo, estava em Coimbra. Entra a minha mãe no quarto e desta vez perguntei-lhe porque estava ali, é que há alguns segundos estava noutro sitio. Ela não me respondeu e eu, ainda zonzo do desmaio, dei com a mão na cabeceira da cama para ver se acordava daquilo que só podia ser um sonho. A minha mãe disse-me porque razão estava ali. Desmaiei de novo. 
Acordei, estava escuro no quarto então abri a persiana. Estava em Coimbra.  Preparei-me para o meu dia e fui para as aulas. Ainda não voltei a adormecer. Não me lembro ao certo do que me foi dito de ambas as vezes, só me lembro que me provocou um medo cá dentro que não aguentei.
Agora não sei se será este o sonho ou a realidade nem o que me foi dito.

Bons sonhos.
R.M.

ilusão ou realidade?

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Muitas vezes as pessoas, enquanto têm uma ilusão receptiva ou uma alucinação, não têm consciência desse fato e julgam que se trata de percepções verídicas.
Então como podemos garantir a veracidade das nossas percepções? Como podemos garantir que não estamos a alucinar neste preciso momento?

R.M.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Suspiro de relógio

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Porque razão suspiramos?
Não sei porque toda a gente suspira mas eu sei porque eu o faço. Suspiro pela mesma razão que respiro fundo quando estou triste, pela mesma razão que me deito as 6 da manhã e não durmo ou estou cheio de fome e não como.
Outra versão de mim diria que leu algures que 'a verdade é que o nosso ritmo respiratório se altera de acordo com o nosso estado emocional'. Pode bem ser verdade, afinal é ciência estudada.
Como só posso falar por mim e aplicando essa 'ciência' que escrevi diria que ao ritmo que o meu estado emocional se altera seria como um relógio. Um relógio sempre para traz e para a frente, preso na primeira meia hora do circulo há mais de 4 anos. 
Já pensei em ir ao relojoeiro mas como aspirante a engenheiro que sou penso sempre que o posso arranjar sozinho. Mas não posso!
Talvez consiga mudar de relógio antes que se acabe a pilha deste.
R.M.

Bolinhas de cotão, balas 'bang' e a 'bomba gay'

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Que têm estas coisas em comum? São todos objectos de estudos que levaram a atribuição de um prémio Nobel. Vá, não é bem Nobel é igNobel. Isto é real. Este prémio é atribuído à descoberta do ano em várias áreas tal como acontece com o prémio Nobel.
Um desses prémios foi atribuído em 2002 a Karl Kruszelnicki da Universidade de Sidney pela investigação muito completa sobre o cotão no umbigo que é um problema que, infelizmente, afecta muitos de nós hoje em dia.
Outros dos problemas com que a sociedade se depara hoje em dia é a guerra. Excluindo os problemas sociais que a Guerra traz há que pensar na parte económica. No ano de 2000 a Marinha Real Inglesa ao pensar nesse problema decidiu poupar nas balas e ordenou aos marinheiros que deixassem de usar balas e gritassem "BANG!" cada vez que quisessem disparar. Esta brilhante ideia valeu um igNobel da Paz. Ainda na Paz houve mais um igNobel atribuído, em 2007, a um laboratório da Força Aérea dos EUA por sugerir a pesquisa e desenvolvimento de uma "Bomba Gay" que faria com que as tropas inimigas se tornassem sexualmente atraídos uns pelos outros e em vez de guerra começassem a fazer o amor.
Existem muitos outros tesourinhos destes como o prémio igNobel da economia atribuído, em 2004 ao Vaticano por enviar um carregamento de preces para a Índia. Tal como disse Homer Simpson: "Rezar sai mais barato". Vou deixar aqui o endereço da lista para os mais curiosos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_ganhadores_do_Pr%C3%AAmio_IgNobel
Há que pensar diferente :)
R.M.